Este é o Blogue da Mediateca Escolar da Escola Secundária com 3º Ciclo do Ensino Básico Matias Aires do Agrupamento de Escolas Agualva Mira Sintra, em Agualva-Cacém. Com ele pretendemos, entre outros objetivos, divulgar atividades, disponibilizar recursos, dialogar com a nossa comunidade educativa, ...
sexta-feira, 26 de abril de 2024
Abril, Poetas, Cantores e Nós
quinta-feira, 20 de abril de 2023
25 de Abril
“A Revolução de 25 de Abril, também conhecida como Revolução dos Cravos,Revolução de Abrilou apenas por25 de Abril,refere-se a um evento da história de Portugal resultante do movimento político e social, ocorrido a 25 de abril de 1974, que depôs o regime ditatorial do Estado Novo, vigente desde 1933, e que iniciou um processo que viria a terminar com a implantação de um regime democrático.
(...) Esta ação foi liderada por um movimento militar, o Movimento das Forças Armadas (MFA), composto na sua maior parte por capitães que tinham participado na Guerra Coloniale que tiveram o apoio de oficiais milicianos.Este movimento surgiu por volta de1973, baseando-se inicialmente em reivindicações corporativistas como a luta pelo prestígio das forças armadas, acabando por atingir o regime político em vigor. “
(in https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolução de 25 de Abril de 1974)
Ora, é costume dizer-se que a poesia é a alma de um povo. Por isso mesmo, é normal associá-la a acontecimentos relevantes da história das nações e dos povos, sucedendo, assim, uma cumplicidade inequívoca, tantas vezes expressa numa relação entre causa e efeito, cuja ordem dostermos é assumida, de forma não determinada, por ambos.
Ora, sendo Portugal é um país de poetas é natural e óbvio que os acontecimentos da sua história estejam plasmados e sejam tantas vezes relevados por esta expressão literária, que é a poesia. Ficam, por isso, dois registos desta relação tão cúmplice referenciada ao acontecimento histórico do 25 de abril.
É urgente o amor.
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos, muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
Eugénio de Andrade
A Cor da Liberdade
Não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade.
Eu não posso senão ser
desta terra em que nasci.
Embora ao mundo pertença
e sempre a verdade vença,
qual será ser livre aqui,
não hei-de morrer sem saber.
Trocaram tudo em maldade,
é quase um crime viver.
Mas, embora escondam tudo
e me queiram cego e mudo,
não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade.
Jorge de Sena
quinta-feira, 6 de maio de 2021
Ainda o 25 de Abril
Textos redigidos por alunos da turma 9.º2 da professora Ana Alexandra Santos, na aula de História, a propósito da celebração dos 47 anos do 25 de Abril
O 25 de Abril visto pelos jovens do século XXI
Passou mais um ano e, neste ano atípico, já nos vimos privados de alguma liberdade. Ainda assim parece que, quanto mais tempo passa, mais há a necessidade de relembrar os valores do 25 de Abril.
Parecem desconhecer, principalmente, quando se deu o ponto de viragem que nos permitiu viver como vivemos hoje, com coisas que já nos são tão normais que nem nos imaginamos a viver sem elas. Muitas pessoas não têm noção que, antes do 25 de Abril, as mulheres tinham que viajar acompanhadas e, por lei, tinham de ter autorização do próprio marido para poderem viajar para fora do país, não podiam votar, a mulher “divorciada” não era bem vista…
Tudo isto aconteceu há 47 anos. Não passou muito tempo e ainda falta discutir certos assuntos abertamente e fazer as pazes com tantas coisas, sobretudo quando a nossa liberdade é ameaçada todos os dias com o surgimento de partidos saudosistas e populistas que usam exatamente as mesmas ideias da altura anterior à Revolução.
Com tudo isto temos de continuar a lutar por todos os direitos conquistados e, principalmente os jovens, que de uma forma ou de outra, se viram privados de alguma liberdade com pandemia, possam entender o que foi conquistado, de alguma forma, no 25 de Abril de 1974.
Beatriz Santos e Bruna Sousa, alunas do 9º2
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Antes do
25 de Abril
As
pessoas eram como pássaros
Presos
numa gaiola.
Tínhamos
a PIDE também
A
controlar
Quem
fazia refém
Era para
matar.
António
de Oliveira Salazar
Estava
no comando
Não
podendo mais chefiar
Passou o
governo
A
Marcello Caetano.
“E
depois do adeus”
Como
primeiro sinal
Para no
regime de “Deus” *
Colocar
um final
“Grândola
Vila Morena”
Inicia
as operações
“O povo
é quem mais ordena”
Está nos
nossos corações
Prontos
os soldados
Celeste
Caieiro passando
Deu-lhes
os cravos
E foram
marchando.
Liderados
pelo movimento
Das
forças armadas
Lá lutou
o regimento
Para
tristezas serem domadas.
Depois
da revolução
Ganharam
liberdade
E o povo
pôde então
Escolher
o governo
À sua
vontade.
Spínola
como 1º presidente
1º
Ministro Adelino da Palma
A
população ficou mais contente
E por
tempos permaneceu calma.
Portugal
é azeite e vinho
Já não é
ditadura
Temos
também o Zé Povinho
Fora da
censura.
A gente
de Portugal
Pôde
então festejar
Escrever
uma constituição legal
Para o
povo ajudar.
*referência
a António de Oliveira Salazar
Marta Vaz, Dinis Fragoso, Inês Trindade, Sofia Remédios, alunos do 9º2
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Revolução nas ruas da cidade
em busca de liberdade
Um cravo na espingarda
pela nossa fé roubada
As forças armadas
tomaram o poder
Para o povo português
poderem proteger
25 de Abril
de 1974
Tudo tão bem planeado
que parecia um teatro
Depois de muito esforço,
Finalmente ganhámos
E a nossa liberdade
Porque tanto lutámos
Carolina
Saldanha, Madalena Santos e Maria Inês Costa, alunas do 9º2
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2
5
Democracia
Emoção
Alivio
Banca Nacionalizada
Revolução
Importante
Liberdade
Lembrança
Igualdade
Batalhar
Estado
Respeito
Defender-nos
Ajustamento
Democracia
Esperança
Afonso, André Brás, Beatriz Mendes, Beatriz Relvas, Gonçalo, Guilherme, Rodrigo, Salomé, 9º2







