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terça-feira, 11 de junho de 2024

Hoje há poesia

No passado dia 6 de junho teve lugar na Mediateca Escolar a última edição de "Hoje há poesia", dinamizado pela professora Paula Birra e com a participação de muitos dos habituais colaboradores, bem como, das turmas do 12.º ano do Curso Profissional de Ação Educativa e Saúde.


 

domingo, 21 de março de 2021

21 de Dia Mundial da Poesia:




https://ensina.rtp.pt/artigo/mario-viegas-e-fernando-pessoa-em-palavras-ditas/?utm_term=No+Ensina+celebramos+o+Dia+Mundial+da+Poesia+com+Fernando+Pessoa%2C+recordamos+o+oficio+de+escrever+a+Historia+com+Fernao+Lopes+e+falamos+sobre+identidade+de+genero.&utm_campaign=RTP+Newsletters&utm_source=e-goi&utm_medium=email

Quem é Fernando Pessoa? Quem é Alberto Caeiro e como nasceu este heterónimo? Mário Viegas faz as perguntas ao poeta e escritor, convidado especial deste programa, numa reconstituição do quadro de Almada Negreiros .E diz poemas do livro Guardador de Rebanhos.
Mário Viegas foi uma das figuras mais carismáticas do teatro português do século XX. Mas antes de ser ator, foi um “dizedor” de poesia, como se auto-intitulava. Numa vida inteira dedicada às palavras, que interpretou e recitou com um estilo inimitável, foi sempre um divulgador de poesia.

Achava que Portugal tinha alguns dos maiores poetas do mundo, que mereciam ser ditos em voz alta para serem escutados, sentidos, e, talvez,  entendidos. Foi a dizer poemas que chegou à televisão pública em 1984. Em Palavras Ditas ouvimos os poetas pela sua voz.

                                                                                                                                    Fonte: RTP ENSINA

segunda-feira, 8 de março de 2021

8 de março - Dia da Mulher



Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma

E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes, 

Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens...
Há mulheres que são maré em noites de tardes...
e calma

Sophia de Mello Breyner Andresen, O mar dos meus olhos

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Há 85 anos atrás, no dia 30 de novembro, falecia Fernando Pessoa!



 

Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de junho de 1888 — Lisboa, 30 de novembro de 1935) foi um poeta, filósofo, dramaturgo, ensaísta, tradutor, publicitário, astrólogo, inventor, empresário, correspondente comercial, crítico literário e comentarista político português.

Fernando Pessoa é o mais universal poeta português. Por ter sido educado na África do Sul, numa escola católica irlandesa, chegou a ter maior familiaridade com o idioma inglês do que com o português ao escrever os seus primeiros poemas nesse idioma. 

Das quatro obras que publicou em vida, três são na língua inglesa e apenas uma em língua portuguesa, intitulada Mensagem.[

 Fernando Pessoa traduziu várias obras em inglês (e.g., de Shakespeare e Edgar Allan Poe) para o português, e obras portuguesas, nomeadamente de António Botto e Almada Negreiros,  para o inglês.

Enquanto poeta, escreveu sob diversas personalidades – heterónimos, como Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro. 

Fonte: Wikipédia


Se, depois de eu morrer...

Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas --- a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.

Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as coisas sem sentimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.
Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso fui o único poeta da Natureza.

                                         Alberto Caeiro